Papudiskina - Crônica de Daniel Oliveira da Paixão

Ariquemes x Cacoal -
Quando cheguei em Rondônia, no início da década de 80, falava-se que Cacoal era a terceira maior cidade do Estado e a segunda em potencial econômico. Hoje a cidade não ostenta a mesma riqueza e nem figura mais como a terceira mais populosa. Pior: está muito próxima de ser superada por Vilhena, que agora tem mais de 76 mil habitantes. O crescimento de Vilhena foi excepcional, enquanto Cacoal está estagnada. Por que isto acontece? O clima ameno de Vilhena sempre foi usado como marketing, mas certamente não é apenas isso que fez com que esse município do Sul do Estado tivesse um crescimento tão espetacular. A cidade contou com bons investimentos. Hoje, segundo o IBGE, as cinco maiores cidades de Rondônia são: Porto Velho: 410.520; Ji-Paraná: 115.593; Ariquemes: 88.330; Cacoal: 77.982; Vilhena: 75.773. Esses números, na verdade, foram divulgados no início de novembro, mas ao final do mês houve a divulgação definitiva e alguns mun icípios ganharam alguns habitantes a mais, mas nada tão surpreendente. Vilhena, por exemplo, ganhou cerca de 500 habitantes a mais.

Lei da receita médica
Esta semana a imprensa noticiou que o Ministério da Saúde vai agir com maior rigor e vários medicamentos só poderão ser vendidos com receita médica. A lei, na verdade, já existia, mas nunca foi colocada em prática por uma simples razão: não há como exigir dos brasileiros que paguem por uma consulta médica sempre que tiverem uma infecção (como uma dor de garganta, por exemplo). Eu acredito que essa nova investida do Ministério da Saúde é apenas mais um golpe de marketing. Não há como implementar tal lei no país enquanto tivermos uma desigualdade social tão grande (apesar das conquistas nas últimas duas décadas). Antes que alguém argumente que a lei é boa e deva ser colocada em prática pelo bem da própria sociedade, pergunto: quem é que pode ir a um hospital para consultar-se com um médico particular? No caso dos hospitais públicos, o tempo na fila de espera é suficiente para que o paciente morra antes que consiga a receita. Eu mesmo conheço uma pessoa em Cacoal que agendou uma consulta para três meses depois. Já no caso de tratamento, conheço alguém que em dezembro de 2005 marcou uma consulta para janeiro de 2006, portanto, 13 meses depois.

Médicos
Uma das grandes mudanças que o nosso parlamento deve fazer (Câmara e Senado) é proibir de vez a contratação de médicos sem exigir-lhe exclusividade. Tem que pagar salário justo aos médicos, mas também proibir-lhes, definitivamente, de atender em consultórios e hospitais particulares. Há casos no Brasil em que donos de hospitais também são médicos do sistema público. Já imagiram? Alguém acredita que tal médico vai querer que os pacientes do serviço público sejam tratados de forma adequada? Claro que há exceções e há médicos que preservam a ética. Mas em um país onde ficou provado que até donos de funerárias tinham convênios com hospitais, a gente tem mesmo é que ficar com um pé atrás em relação a essa situação.

Congresso Nacional
O que eu percebo, com tristeza, é que temos – salvo exceção – um bando de deputados federais e senadores frouxos, sem coragem para criar leis realmente justas. Alguns projetos fantásticos continuam parados há mais de cinco, seis ou até dez anos. Enquanto outros, absurdos, são aprovados rapidamente. Há muita coisa para se regulamentar como as compras online, a obrigatoriedade do acesso a informação nos sites de venda online, regulamentação das leis de proteção ao crédito, etc.

Hoje uma empresa pode punir qualquer um, levando-o ao SPC ou SERASA, sem que o direito constitucional de ampla defesa e o contraditório seja respeitado. Se alguém tem que gastar tudo o que tem e o que não tem para salvar a um filho e por conta disso deixe de honrar seus débitos na praça, seu nome é negativado sem a menor cerimônia. Onde está a ampla defesa e o contraditório? Não teria essa pessoa o direito de justificar-se? Eu, se fosse deputado, proporia uma lei que as empresas só pudessem negativar o nome de um cliente judicialmente. Isso inviabilizaria as vendas por que o Judiciário está abarrotado de processos? Então que oficialize um Tribuna próprio para o direito econômico, com um rito de julgamento mais célere, garantindo ao menos o mínimo de dignidade a pessoa humana. Enfim, se queremos um país socialmente justo precisamos de leis justas. Mas para isso é necessário deputados e senadores com coragem e que não sejam cooptados pelo lobby dos capitalistas opressores.

Um IPAD ou 100 livros? O que você escolheria? Dê o seu voto e concorra.

Debate UOL entre os candidatos ao Governo de São Paulo

Almir Surui fala da importância da internet para tribo amazônica

Da BBC Brasil
O líder indígena Almir Suruí, 35, é o criador de uma iniciativa pioneira de utilizar a internet para valorizar a cultura de seu povo e combater o desmatamento ilegal na reserva indígena Sete de Setembro, em Rondônia, onde mora.

"Eu acho que nossa aliança com a internet é muito importante porque facilita e possibilita que a comunicação fortaleça politicamente nosso povo. O meu povo pode estar falando da ameaça da floresta, do desenvolvimento da floresta, da valorização cultural do povo Suruí."

A partir de uma parceria com a gigante Google e ONGs como ACT-Brasil e Associação Kanindé, que virou modelo para povos indígenas ao redor do mundo, os Surui já colocaram à disposição dos usuários um "mapa cultural" que dá informações sobre sua cultura e história.

Após receber treinamento da empresa de San Francisco, os Surui querem agora utilizar telefones capazes de tirar fotos da derrubada ilegal de floresta, determinar exatamente o local através de um sistema de navegação por satélite (GPS) e postar a imagem em tempo real na internet ou enviar para as autoridades competentes.

Almir Surui é chefe do clã Gamebey, responsável por tratar dos assuntos ligados à guerra, à diplomacia e ao meio-ambiente. Ao 'trocar o arco-e-flecha pelo laptop', como ele mesmo anuncia, revolucionou os três campos de uma só vez.

GIC, SEVIC e PM desarticulam quadrilha que agia em Cacoal e Região

Após intenso trabalho de investigações, policiais da Polícia Civil, do Grupo de Investigações e Capturas – GIC/SESDEC/RO e do 4º Batalhão da Polícia Militar, em uma ação conjunta, obtiveram êxito em apresentar a Justiça, Fábio Oliveira da Silva Neto, Welinton Bezerra da Silva, Sidney Pereira dos Reis, Antonio Carlos de Souza Folli e Gilmar Borges dos Reis, todos acusados de envolvimento em uma organização criminosa que vinha praticando diversos assaltos em estabelecimentos comerciais, bem como roubo de veículos motocicletas.

Os policiais apuraram que no dia 4 deste mês, os envolvidos efetuaram um roubo na Imobiliária, no centro de Cacoal, quando levaram desta empresa aproximadamente R$ 6.000,00 em espécie. A polícia soube que da quantia roubada, parte do dinheiro foi usado na aquisição de uma moto, pagamentos de dívidas e aquisição de carnes. Ficou apurado também que Antonio Carlos Folli foi o responsável pelo levantamento do local a ser assaltado.

Após o roubo os envolvidos permaneceram escondidos em uma Fazenda localizada na BR 364, próximo ao Castanhal. Os agentes levantaram também que os envolvidos, antes e depois do roubo à Imobiliária Nunes, praticaram cinco roubos de motos no município de Cacoal, sendo que na ocasião os policiais conseguiram recuperar dois dos veículos, além de prender os demais envolvidos.

Foram apreendidas também munições, material para recarga de munição, aparelhos celulares, bem como parte do dinheiro roubado. Ao serem apresentados a Autoridade de Polícia Judiciária, a autoridade solicitou a prisão provisória dos envolvidos, que foi concedida.

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